PT · DEPUTADO FEDERAL · 2022 · RJ
Análise estratégica para a disputa de DEPUTADO FEDERAL em 2026
Lindbergh é um incumbente com voto consolidado e base capilar: fez 152.219 votos em 2022 (8º entre 1.083), com presença em 92 municípios, mas foi eleito por QP (quociente partidário), não por excedente próprio — ficou 29.229 votos abaixo do quociente. Seu teto pessoal em cargo proporcional gira em torno dos 152 mil votos (bem distante do 1,4 milhão que fez no Senado em 2018, capital não convertido em voto proporcional). O principal risco não é ser eliminado — sobra folga sobre a régua de eleitos — é a dependência da força da federação PT/PC do B/PV: se o grupo enfraquecer, a cadeira fica exposta.
| # | Número | O que significa |
|---|---|---|
| 1 | −29.229 votos | Gap para o quociente (181.448). A vaga veio por legenda, não por voto próprio. |
| 2 | 55,45% | Rio de Janeiro + Nova Iguaçu concentram mais da metade do voto — a espinha dorsal. |
| 3 | R$ 13,65 | Custo por voto, acima de pares diretos (Taliria R$ 7,80; Tarcísio R$ 8,64). |
| 4 | 99,99% | Do valor de emenda pago vem de uma única emenda (Mesquita, Saúde, R$ 3,8 mi, de 2019). |
| 5 | 5,23% | Share local em Nova Iguaçu — a maior penetração relativa, o motor de eficiência. |
1. Adensar a base para fechar o gap de −29.229. Buscar ~30 mil votos adicionais em território já trabalhado (Rio + Baixada + São Gonçalo/Maricá). Porquê: transforma vaga por legenda em vaga própria, protegida contra oscilação da federação. O orçamento já mapeia 881 locais no Rio a R$ 13,65/voto — ganho rápido na base consolidada.
2. Atacar o eixo São Gonçalo–Maricá e corrigir o custo por voto. Concentrar equipe de rua nos 12 (de 16) alvos do radar nesses municípios, cortando dispersão digital e doações a terceiros. Porquê: são urnas grandes com share de 0,34% a 0,86% (contra média de 1,82%) — onde cada real rende mais — e permitem baixar o custo de R$ 13,65 para a faixa dos pares eficientes.
3. Converter agenda nacional em entrega local visível. Usar a titularidade na Comissão de Orçamento (desde 2026) para transformar Mesquita (Saúde, R$ 3,8 mi) em caso-vitrine e replicá-lo em Nova Iguaçu e Magé. Porquê: a produção legislativa é alta (1.612 proposições, nenhuma virou norma) mas a entrega paga é rasa e antiga — expõe ao ataque de "muito discurso, pouca obra recente".
Não reinventar a base — adensá-la. Blindar Rio e Nova Iguaçu, converter São Gonçalo e Maricá com voto barato e territorializado, e casar cada bandeira nacional com entrega local visível — para trocar a cadeira dependente do QP por uma vaga conquistada com voto próprio.
Na disputa por DEPUTADO FEDERAL (Eleições Gerais Estaduais 2022), LINDBERGH FARIAS obteve 152.219 votos, terminando ELEITO POR QP (quociente partidário). Ficou na 8ª posição entre 1.083 concorrentes ao cargo, com votação registrada em 92 municípios e 31.692 seções.
O resultado é sólido em ranking, mas há um dado que precisa estar no centro do planejamento: o gap para o quociente foi de −29.229 votos (152.219 contra um quociente aproximado de 181.448). Ou seja, a cadeira veio pela força da legenda/federação, não por um excedente próprio acima da linha de corte. Isso muda a leitura estratégica: em 2026 o objetivo não é só repetir a votação, é ampliá-la para reduzir a dependência do QP.
| Ano | Cargo | Nome de urna | Votos (1º turno) | Resultado |
|---|---|---|---|---|
| 2018 | SENADOR | LINDBERGH | 1.419.676 | NÃO ELEITO |
| 2020 | VEREADOR (Rio de Janeiro) | LINDBERGH FARIAS | 24.912 | ELEITO POR QP |
| 2022 | DEPUTADO FEDERAL | LINDBERGH FARIAS | 152.219 | ELEITO POR QP |
O que a linha do tempo revela:
A leitura da tendência: o político tem teto estadual demonstrado (o 1,4 milhão de 2018), mas quando disputa cargo proporcional a votação real fica muito abaixo desse teto. O caminho 2020→2022 mostra recuperação e crescimento ao voltar à escala estadual; o desafio é converter parte do capital do Senado (majoritário) em voto proporcional próprio.
A votação de 2022 é fortemente ancorada em dois municípios:
| Município | Votos | % do candidato | % no município |
|---|---|---|---|
| RIO DE JANEIRO | 59.062 | 38,8% | 1,56% |
| NOVA IGUAÇU | 25.339 | 16,65% | 5,23% |
| DUQUE DE CAXIAS | 6.355 | 4,17% | 1,20% |
| SÃO GONÇALO | 4.287 | 2,82% | 0,83% |
| VOLTA REDONDA | 3.741 | 2,46% | 2,09% |
| SÃO JOÃO DE MERITI | 3.358 | 2,21% | 1,16% |
| NITERÓI | 3.045 | 2,00% | 0,93% |
| BELFORD ROXO | 2.957 | 1,94% | 1,12% |
| BARRA MANSA | 2.476 | 1,63% | 2,30% |
| PETRÓPOLIS | 2.445 | 1,61% | 1,32% |
Interpretação:
Concentração fina (melhores locais): o voto no Rio se concentra fortemente no bairro Rio das Pedras (vários locais entre os melhores: CIEP Governador Roberto da Silveira 573, Escola Municipal Jorge Amado 571, CAIC Euclides da Cunha 525, entre outros) e no Vidigal (Colégio Stella Maris, 599). Em Nova Iguaçu, os redutos estão em Cabuçu, Palhada, Marapicu, Jardim Palmares e Posse. É uma base de bairro, territorializada.
O que isso significa: apesar do peso de Rio e Nova Iguaçu no topo, o voto está espalhado por 92 municípios e quase 32 mil seções, com HHI baixíssimo. É uma base capilar — não depende de um único ponto — e ao mesmo tempo está perto da fronteira da cadeira. A combinação é favorável: há território sobrando para crescer sem precisar reinventar a base, bastaria adensar onde já há presença.
| Indicador | Valor |
|---|---|
| Receita total | R$ 2.020.201,00 |
| Despesa total | R$ 2.077.376,94 |
| Votos (1º turno) | 152.219 |
| Custo por voto | R$ 13,65 |
Comparação com os eleitos do cargo (2022):
| Nome | Partido | Votos | Custo/voto |
|---|---|---|---|
| DOUTOR LUIZINHO | PP | 190.071 | R$ 3,07 |
| GENERAL PAZUELLO | PL | 205.324 | R$ 3,44 |
| HELIO F. B. LOPES | PL | 132.986 | R$ 5,38 |
| DANIELA DO WAGUINHO | UNIÃO | 213.706 | R$ 6,86 |
| ALTINEU CORTES | PL | 167.512 | R$ 7,18 |
| TALIRIA PETRONE | PSOL | 198.548 | R$ 7,80 |
| TARCÍSIO MOTTA | PSOL | 159.928 | R$ 8,64 |
| OTONI DE PAULA | MDB | 158.507 | R$ 12,75 |
| LINDBERGH FARIAS | PT | 152.219 | R$ 13,65 |
| GUTEMBERG REIS | MDB | 133.612 | R$ 17,13 |
Interpretação: o custo por voto de R$ 13,65 está acima da maioria dos eleitos e bem acima dos mais eficientes (Doutor Luizinho a R$ 3,07 e Pazuello a R$ 3,44 fizeram mais votos gastando muito menos). Entre os pares diretos de faixa de votação (Otoni R$ 12,75; Taliria R$ 7,80; Tarcísio R$ 8,64), o desempenho foi mais caro por voto. Há espaço de eficiência a capturar.
Estrutura do financiamento: a receita foi dominada por Recursos de partido político — R$ 1.487.300,00 (contra R$ 522.805,00 de pessoas físicas e R$ 10.096,00 de financiamento coletivo). Isso reforça o quadro do QP: a candidatura é fortemente dependente do partido, tanto na cadeira quanto no caixa. Do lado da despesa, chama atenção o peso do impulsionamento digital (múltiplos lançamentos com Google, DLocal e Facebook, somando centenas de milhares) e de doações a outros candidatos a Deputado Estadual (Roberto Monteiro Soares R$ 102.600 + R$ 40.000, entre outros).
1. A cadeira veio pelo QP, não por excedente próprio — o alvo é fechar o gap. Lindbergh fez 152.219 votos com quociente aproximado de 181.448 (gap de −29.229). A base é "capilar + perto" (Gini 0,4163, presença em 92 municípios). Implicação prática: não é preciso mudar a base, é preciso adensá-la. Buscar ~30 mil votos adicionais em território já trabalhado (Baixada + Rio) transforma uma vaga dependente da legenda em vaga própria, mais segura contra oscilações da federação.
2. Rio + Nova Iguaçu são o ativo a defender — e Nova Iguaçu é o motor de maior eficiência. Os dois municípios somam 55,45% da votação, e Nova Iguaçu entrega 5,23% do voto local contra 1,56% no Rio. Implicação prática: blindar os redutos de bairro já mapeados (Rio das Pedras e Vidigal no Rio; Cabuçu, Palhada, Marapicu, Posse em Nova Iguaçu) com presença territorial permanente, e usar Nova Iguaçu como modelo replicável de penetração para a Baixada (Duque de Caxias, Belford Roxo, São João de Meriti, Mesquita).
3. O custo por voto (R$ 13,65) está acima dos eleitos comparáveis — há eficiência a corrigir. Pares na mesma faixa de votação fizeram voto por R$ 7,80 a R$ 8,64 (Taliria, Tarcísio). Implicação prática: revisar a alocação — parte relevante do gasto foi impulsionamento digital e doações a terceiros. Priorizar territorialmente onde o retorno é maior (os redutos identificados e os alvos de baixa penetração com muito eleitorado, como São Gonçalo e Maricá) tende a baixar o custo por voto sem perder alcance.
4. Existe teto estadual não convertido em voto proporcional — a oportunidade de expansão. A trajetória mostra 1.419.676 votos no Senado (2018) e 152.219 na Câmara (2022): reconhecimento estadual amplo, mas conversão proporcional muito menor. Implicação prática: direcionar esforço aos municípios de baixa penetração e grande eleitorado onde o nome já é conhecido (Campos dos Goytacazes 0,60% local, São Gonçalo 0,83%, Maricá 0,48%). Cada ponto percentual recuperado nesses colégios grandes contribui diretamente para fechar o gap do QP apontado na Leitura 1.
Fontes: TSE — Portal de Dados Abertos; prestação de contas eleitorais; votação por seção. Todos os números citados constam dos dados oficiais fornecidos.
O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) acumula 1.612 proposições apresentadas no mandato. A distribuição por ano revela um padrão de forte aceleração recente:
| Ano | Proposições |
|---|---|
| 2023 | 281 |
| 2024 | 150 |
| 2025 | 1.071 |
| 2026 | 110 |
Ou seja, 2025 sozinho responde por 1.071 das 1.612 proposições — cerca de dois terços de toda a produção do mandato. Houve uma queda de 2023 para 2024 (de 281 para 150) e um salto expressivo em 2025.
Por tipo, o mandato é dominado por instrumentos de fiscalização e articulação, não de legislação de mérito:
O campeão absoluto são os requerimentos (683), seguidos de RPD (375) e DOC (239). Os Projetos de Lei somam 64 e as PECs, 12. O JSON registra nenhuma proposição aprovada ou transformada em norma (lista aprovadas_ou_transformadas vazia).
As proposições recentes de 2026 concentram-se em temas de forte apelo popular e de agenda de esquerda: tipificação de "Traição à Pátria" (PL 3362), proteção contra publicidade de apostas (PL 3324), limitação de juros bancários (PL 2940), proibição de jogos de azar digitais (PL 2939) e inclusão de crimes hediondos (PL 2920).
São 5 colegiados registrados, todos com início em 2025 ou 2026 — indicando protagonismo institucional na segunda metade do mandato:
A titularidade na Comissão de Orçamento é a posição estratégica mais relevante para a lógica de emendas e entregas.
O deputado integra dezenas de frentes. Duas têm valor eleitoral direto no RJ:
Somam-se frentes de universidades públicas, enfermagem, serviço público, combate às desigualdades e defesa da soberania nacional — todas alinhadas ao perfil de base.
269 discursos no total, com o mesmo pico em 2025:
Novamente, 2025 concentra mais da metade (137 de 269). A tribuna acompanhou o salto de produção legislativa, sugerindo uma estratégia de máxima visibilidade naquele ano.
| Ano | Valor (R$) |
|---|---|
| 2023 | 452.839,35 |
| 2024 | 378.387,67 |
| 2025 | 451.364,73 |
| 2026 | 182.383,32 (parcial) |
O uso da cota é estável e alto em 2023 e 2025 (acima de R$ 451 mil), com redução em 2024. Os eventos de atividade seguem faixa semelhante: 185 (2023), 140 (2024), 159 (2025), 69 (2026).
Aqui está o ponto mais sensível do balanço. As emendas registradas somam R$ 4.694.630 empenhados e R$ 3.819.140 pagos, distribuídos por 7 municípios. Por função, o pagamento está 100% concentrado em Saúde (R$ 3.819.140) — as demais funções (Desporto e lazer, Agricultura, Educação, Organização agrária) tiveram R$ 0,00 pagos.
Detalhando por município:
| Município | Ano | Função | Empenhado | Pago |
|---|---|---|---|---|
| Mesquita – RJ | 2019 | Saúde | 4.193.840 | 3.818.840 |
| Maricá – RJ | 2019 | Saúde | 200 | 200 |
| Nova Iguaçu – RJ | 2019 | Saúde | 100 | 100 |
| Maricá – RJ | 2019 | Desporto | 280 | 0 |
| Magé – RJ | 2019 | Agricultura | 30 | 0 |
| Rio de Janeiro – RJ | 2024 | Educação | 100 | 0 |
| Eldorado do Sul – RS | 2019 | Org. agrária | 500.000 | 0 |
| Paty do Alferes – RJ | 2019 | Educação | 80 | 0 |
Dois fatos saltam aos olhos:
Os municípios beneficiados são majoritariamente da Baixada Fluminense (Mesquita, Nova Iguaçu, Magé), coerente com a Frente Parlamentar da Baixada Fluminense de que participa. Mas a conexão entre entrega e território existe basicamente em Mesquita — os demais municípios da Baixada aparecem com cifras irrelevantes.
A força a defender: o eixo Saúde + Baixada Fluminense. A única entrega robusta do histórico é Mesquita (Saúde, R$ 3,8 milhões), num município da Baixada — e o deputado é membro da Frente da Baixada Fluminense e agora Titular da Comissão de Orçamento. Há aqui uma narrativa concreta a explorar: "recursos federais para a saúde da Baixada". A implicação prática é transformar Mesquita em caso-vitrine de campanha e usar a cadeira no Orçamento para replicar o modelo em Nova Iguaçu, Magé e Maricá antes de 2026.
A fraqueza a corrigir: a base de entregas é rasa e antiga. Quase todo o valor pago (99,99%) vem de uma só emenda, e o grosso das emendas é de 2019, antes deste mandato. Isso deixa o deputado exposto ao ataque de "muito discurso, pouca obra recente" — sobretudo porque 2025 concentrou 1.071 proposições e 137 discursos, mas as emendas do período praticamente não aparecem pagas. A implicação prática é urgente: priorizar execução e pagamento de emendas atuais em municípios da base ainda em 2026, para converter a alta produção legislativa em entrega palpável.
A oportunidade a explorar: a titularidade no Orçamento chegou em 2026. O deputado só se tornou Titular da Comissão Mista de Orçamento em 15/06/2026 — posição que controla justamente o fluxo de emendas. Combinada ao pico de proposições e visibilidade de 2025, isso posiciona o mandato para uma fase de entregas mais forte. A implicação prática é capitalizar essa cadeira para direcionar recursos de forma pulverizada e visível entre os municípios da Baixada, corrigindo a concentração excessiva em Mesquita.
O risco de desconexão entre agenda nacional e base local. As proposições de 2026 (juros, apostas, jogos de azar, crimes hediondos, soberania) miram o debate nacional, enquanto as entregas concretas são locais e escassas. A força temática pode não se traduzir em voto se o eleitor da base não sentir a entrega no município. A implicação prática é casar cada bandeira nacional com um benefício local demonstrável — por exemplo, ligar a defesa da saúde pública (frentes de SUS e enfermagem que integra) às emendas de Saúde na Baixada.
A base eleitoral de Lindbergh Farias em 2022 (152.219 votos no total) é fortemente concentrada. Apenas dois municípios respondem por mais da metade do resultado:
Somados, esses dois municípios entregam 55,4% da votação. Em terceiro, bem distante, aparece Duque de Caxias com 6.355 votos (4,17%). Do quarto lugar para baixo, nenhum município isolado passa de 3% do total.
Para a disputa proporcional de Deputado Federal, essa concentração é uma boa notícia estrutural: a lógica do cargo premia base territorial adensada, capaz de ancorar o voto de legenda e a soma da federação/coligação. O desafio não é estar em todo lugar — é blindar e aprofundar os polos que já funcionam.
Vale notar o contraste entre volume e penetração: no Rio, o candidato tem 1,56% dos votos do cargo (muito voto, share médio); em Nova Iguaçu, tem 5,23% de share — ou seja, ali ele não só faz volume, como pesa proporcionalmente mais. Nova Iguaçu é, em termos relativos, o território de maior domínio.
Cruzando os indicadores municipais do IBGE com o mapa eleitoral, aparece um descompasso que interessa à campanha:
Ou seja: os grandes polos de massa salarial e emprego (Duque de Caxias, São Gonçalo) ainda não convertem seu tamanho em voto para o candidato. É aí que o crescimento marginal é mais barato.
O radar aponta 16 locais de votação grandes onde o candidato ficou abaixo do próprio share médio (1,82%) — os alvos de melhor custo-benefício. A leitura territorial é clara:
O potencial somado dos alvos do topo é de 1.060 votos adicionais — não muda o resultado sozinho, mas indica onde a máquina de campanha rende mais por real investido. Note a coerência com o cruzamento IBGE: São Gonçalo reaparece como grande economia subexplorada tanto no mapa municipal quanto no radar de seções.
Comparando as 100 seções mais fortes do candidato com o eleitorado geral do estado, o perfil de maior afinidade é:
Persona-síntese: eleitorado majoritariamente feminino, jovem-adulto (20 a 44 anos), de baixa escolaridade e base popular, concentrado nas periferias metropolitanas — exatamente o perfil dominante em Nova Iguaçu, São Gonçalo, Belford Roxo e na Baixada. A persona conversa diretamente com os territórios do radar.
Os números abaixo são cenários de sensibilidade, construídos a partir dos votos oficiais de 2022 (152.219) com variações hipotéticas de desempenho. Não são previsão de resultado. A régua de referência é a menor votação eleita no cargo: 33.368 votos.
| Cenário | Variação hipotética | Votos projetados | Situação vs. régua | Distância da régua |
|---|---|---|---|---|
| Conservador | -12% | 133.953 | Acima | +100.585 |
| Base | 0% | 152.219 | Acima | +118.851 |
| Otimista | +15% | 175.052 | Acima | +141.684 |
Interpretação: nos três cenários hipotéticos, a votação fica muito acima da régua de eleitos. Mesmo no cenário conservador, com perda hipotética de 12%, sobra uma folga de mais de 100 mil votos sobre o piso. Isso não deve ser lido como "vitória garantida" — na eleição proporcional o que decide também é o quociente eleitoral e a força da federação/coligação, variáveis que estão fora deste JSON. A leitura correta é: a votação pessoal do candidato, isoladamente, tem margem confortável de segurança sobre o piso individual; o risco real mora na performance do conjunto da chapa, não no desempenho próprio.
A força a defender está em dois municípios. Rio de Janeiro e Nova Iguaçu concentram 55,4% dos votos, e Nova Iguaçu tem o maior share (5,23%). Numa disputa proporcional, essa base adensada é o principal ativo. Implicação prática: proteger esses redutos deve ser prioridade um de verba e presença — perder terreno aqui custa mais caro do que qualquer ganho marginal em outro lugar.
A fraqueza a corrigir é a subconversão dos grandes polos econômicos. Duque de Caxias e São Gonçalo têm porte econômico e populacional de gigante (167 mil e 121 mil pessoas ocupadas), mas entregam pouco voto e share baixo. Implicação prática: são os territórios onde há mais eleitorado disponível por real investido — merecem estrutura própria, não campanha de passagem.
A oportunidade mais eficiente está no eixo São Gonçalo–Maricá. O radar mostra 12 dos 16 alvos nesses dois municípios, em urnas grandes com share muito abaixo da média do candidato. Implicação prática: concentrar equipe de rua, lideranças locais e material nesses locais específicos tende a render mais que dispersar esforço pelo estado inteiro.
A persona e o território precisam falar a mesma língua. O eleitor de afinidade é feminino, jovem-adulto, de baixa escolaridade e base popular — exatamente o perfil das periferias metropolitanas onde estão os alvos do radar. Implicação prática: mensagem, linguagem e canais devem ser calibrados para esse público popular e jovem; investir em comunicação voltada ao eleitor de ensino superior (onde o candidato é -7,2 pontos) é remar contra a corrente do próprio perfil.
Aviso de método (transparência obrigatória): nesta execução a ferramenta de busca web atingiu o limite de uso e não retornou resultados que eu pudesse validar. Para não violar as regras — não inventar números, nomes, datas, pesquisas ou links —, esta seção foi construída apenas sobre (a) os dados oficiais do JSON e (b) raciocínio estrutural sobre a lógica do cargo proporcional. Todos os pontos que dependem de notícias recentes, pesquisas eleitorais e alianças de 2025/2026 estão sinalizados como "VERIFICAR COM FONTE" e devem ser confirmados em imprensa reconhecida antes de qualquer uso público. Não atribuo instituto, registro TSE, número ou manchete que eu não tenha podido conferir.
Fatos oficiais (JSON): o candidato é LUIZ LINDBERGH FARIAS FILHO, nome de urna LINDBERGH FARIAS, do PT (nº 1300). Em 2022 concorreu a Deputado Federal pelo RJ, dentro da federação PT/PC do B/PV, e foi ELEITO POR QP (quociente partidário), com situação APTO e ocupação declarada VEREADOR. Para 2026, o alvo é manter o mesmo cargo — Deputado Federal (proporcional), sem mudança de cargo (muda_de_cargo: false).
Enquadramento estrutural: por ser eleição proporcional, o que decide não é "ganhar de um adversário", e sim (i) o quociente eleitoral do estado, (ii) a soma de votos da federação/coligação e (iii) a posição do candidato na régua interna dos eleitos da chapa. Como já foi eleito por QP em 2022, o candidato entra em 2026 na condição de incumbente com marca própria e votação consolidada — um ativo relevante, porque parte da lógica proporcional é ser um dos "puxadores" ou, no mínimo, garantir votação suficiente para não depender apenas das sobras.
VERIFICAR COM FONTE: patamar atual de aprovação/rejeição do governo federal no RJ, clima econômico e humor do eleitorado fluminense em 2025 — esses fatores movem o "teto" da federação de esquerda no estado.
Não foi possível confirmar nenhuma pesquisa nesta execução, portanto não cito instituto, registro TSE, data nem números — fazê-lo sem conferência violaria as regras.
Como usar pesquisas na estratégia (quando obtidas): - Para cargo proporcional, priorize pesquisas que meçam intenção de voto para Deputado Federal/estimulada espontânea, conhecimento e rejeição do nome e o desempenho relativo dos partidos/federações no RJ — e não apenas a corrida majoritária (governador/senador). - Ao citar, registre sempre instituto + registro TSE + data + veículo, e use apenas como contexto (sem reproduzir a tabela completa, que é do instituto).
VERIFICAR COM FONTE: pesquisas de 2025/2026 para governador e senador do RJ (majoritárias) e eventuais medições de deputado federal — elas indicam o "vento" que a chapa proporcional pega no topo.
O que é fato (JSON): a base partidária é a federação PT/PC do B/PV. Em eleição proporcional, essa federação funciona como um único "partido" para efeito de quociente — ou seja, a soma dos votos dos três legendas define quantas cadeiras o grupo conquista e quem entra pela régua.
Leitura estrutural (sem afirmar fatos não verificados): - Aliança: a força do candidato depende de quantos nomes competitivos a federação lançar no RJ e de como os votos se distribuem — muitos puxadores ajudam o quociente, mas aumentam a disputa interna pela régua. - Adversários: em proporcional, "adversário" é quem disputa o mesmo eleitorado/território, inclusive dentro da própria federação e de coligações vizinhas do campo. O foco tático é diferenciação de marca e domínio territorial, não confronto pessoal. - Temas: pautas de esquerda federal (serviços públicos, custo de vida, direitos) tendem a organizar o discurso — mas devem ser traduzidas para as demandas concretas do território onde o candidato tem base.
VERIFICAR COM FONTE: composição concreta da federação/chapa no RJ em 2026, nomes de aliados e concorrentes, e os arranjos majoritários (governador/senador) que "carregam" a proporcional.
Tratamento correto: segurança pública no RJ é um dos temas estruturantes da agenda eleitoral fluminense — deve entrar na análise como pauta e dado, jamais como acusação a qualquer pessoa ou grupo.
Como incorporar sem risco de difamação: - Posicionar-se por propostas e competências (o Deputado Federal atua em legislação, orçamento e fiscalização de programas federais que impactam segurança), não por ataques pessoais. - Usar indicadores oficiais (quando obtidos de fontes públicas verificáveis) como base de diagnóstico — sem imputar conduta criminal a ninguém.
VERIFICAR COM FONTE: dados oficiais recentes de segurança no RJ (ex.: Instituto de Segurança Pública/ISP-RJ e imprensa reconhecida) para embasar diagnóstico e propostas. Não cito números aqui por não tê-los conferido.
Estrutura que afeta o candidato: - Federal (onde ele atua): como Deputado Federal, o candidato influencia orçamento, emendas e legislação nacional — instrumentos que se convertem em entrega territorial (obras, programas, recursos para municípios da sua base). - Estadual: o alinhamento (ou não) com o governo do RJ e com a chapa majoritária estadual afeta palanque, tempo de campanha e capilaridade. - Municipal: em proporcional, prefeitos e vereadores aliados são a "infraestrutura de voto" — cada município com liderança alinhada vira território de concentração. - Executivo × Legislativo: a relação entre governo federal e Congresso define agenda, visibilidade e capacidade de entrega — variáveis que moldam a narrativa de campanha do incumbente.
VERIFICAR COM FONTE: posição atual do candidato na estrutura da Câmara e do PT em 2025, relação com o governo estadual do RJ e mapa de prefeituras aliadas — todos determinantes para o desenho de palanque.
Lógica territorial (a favor do candidato): o próprio enunciado do cargo confirma que "base territorial concentrada funciona" em proporcional. Portanto: - O RJ é um estado com grandes bolsões eleitorais (região metropolitana, Baixada, interior, região dos Lagos, Norte/Noroeste fluminense) que se comportam de forma distinta. - A ocupação declarada de VEREADOR no JSON sugere enraizamento municipal — ativo típico de quem constrói voto concentrado em vez de disperso. - Estratégia geopolítica: identificar 2–4 territórios âncora, dominar cada um e evitar dispersão de verba em áreas onde outros nomes da federação já são fortes.
VERIFICAR COM FONTE: onde estão, hoje, os redutos de votação do candidato (mapa por município/zona) — o TSE fornece a distribuição de votos de 2022 para calibrar isso.
Próximo passo recomendado: rodar as buscas de sourcing (pesquisas com instituto/registro TSE/data, notícias de imprensa reconhecida sobre alianças no RJ, dados oficiais de segurança do ISP-RJ e o mapa de votação de 2022 no TSE) para substituir cada marcador "VERIFICAR COM FONTE" por fato citado com link — antes de qualquer uso público deste material.
Observação honesta: preferi não preencher pesquisas, números, nomes de aliados/adversários e links "de memória" justamente para cumprir as regras invioláveis. Se você reabrir a busca web, eu completo cada bloco com fonte, data e link e com o mapa de votação oficial de 2022 para calibrar metas, verba e território.
Regra de leitura: os valores de custo por voto (R$ 13,65 do candidato; R$ 32,73 de mediana da disputa) e a elasticidade (0,695) são referências históricas da eleição anterior, não promessa de retorno. Dinheiro mal alocado não vira voto. Toda a lógica abaixo parte de um princípio confirmado no diagnóstico: a base é "capilar + perto" e a cadeira veio por QP (gap de −29.229 votos para o quociente de 181.448). O objetivo não é reinventar a base — é adensá-la para reduzir dependência da federação.
Prioridade cruzando três fontes: base a defender (Rio + Nova Iguaçu = 55,45% do voto), radar de alvos eficientes (16 locais, potencial de 1.060 votos) e custo por voto.
| Prioridade | Município / local | % sugerido | Justificativa no dado |
|---|---|---|---|
| 1 | RIO DE JANEIRO (defesa + adensamento) | 30% | 59.062 votos (38,8% do total). O orçamento mapeia 881 locais a R$ 13,65/voto aqui (Bangu, Vaz Lobo, Campo Grande, Senador Camará, Padre Miguel). É o voto mais barato de comprar sem sair da base. |
| 2 | NOVA IGUAÇU (motor de eficiência) | 20% | 25.339 votos com share local de 5,23% — a maior penetração relativa entre os grandes colégios. Redutos já mapeados: Cabuçu, Palhada, Marapicu, Posse. |
| 3 | SÃO GONÇALO (radar — subconversão) | 18% | 7 dos 16 alvos do radar (Boaçu, Trindade, Rio do Ouro, Paraíso, Brasilândia, Pacheco). Colégio de 429.318 votos, share do candidato de 0,46% a 0,86% — muito abaixo da média (1,82%). |
| 4 | MARICÁ (radar — baixa penetração) | 12% | 5 alvos do radar (São José do Imbassaí, Centro, Jardim Atlântico Central), share de 0,34% a 0,58% em urnas grandes (4.986 a 6.161 votos de cargo). |
| 5 | BAIXADA expansão (Duque de Caxias, Belford Roxo, São João de Meriti) | 15% | Duque de Caxias rende só 6.355 votos (1,20% local) apesar do porte; Belford Roxo tem 1 alvo do radar (Jardim do Ipê, CIEP 027). São polos de baixa conversão. |
| 6 | CAMPOS DOS GOYTACAZES (radar — teto estadual) | 5% | 1 alvo do radar (Parque São José, share 0,37%). Teste de conversão do reconhecimento estadual (1,4 mi em 2018) em voto proporcional. |
Alvos do radar por ordem de potencial (onde cada real rende mais): São José do Imbassaí/Maricá (+83), Centro/Maricá (+78), Boaçu/São Gonçalo (+74), Trindade/São Gonçalo (+73), Rio do Ouro/São Gonçalo (+73). Potencial somado do topo: 1.060 votos.
Ancoragem: o custo por voto de R$ 13,65 ficou acima de pares na mesma faixa (Taliria R$ 7,80; Tarcísio R$ 8,64) e o gasto anterior teve peso alto em impulsionamento digital e doações a terceiros. A elasticidade média de 0,695 (retorno decrescente) e a correlação gasto-voto de 0,62 mandam priorizar território, onde o retorno é mensurável (R$ 13,65/voto no orçamento mapeado).
| Frente | % sugerido | Ancoragem no dado |
|---|---|---|
| Território (rua, lideranças, estrutura local) | 45% | Orçamento identifica 881 locais a R$ 13,65/voto; radar aponta onde o real rende mais. É a frente de menor custo por voto comprovado. |
| Digital | 20% | Reduzir em relação a 2022 (impulsionamento pesado com custo por voto alto). Elasticidade 0,695 indica retorno decrescente — teto de gasto eficiente. |
| Estrutura / mobilização | 20% | Sustentar presença permanente nos redutos e no eixo São Gonçalo–Maricá. |
| Produção / mídia | 15% | Material dirigido à persona popular e à narrativa Mesquita/saúde da Baixada. |
Meta de eficiência: puxar o custo por voto de R$ 13,65 para a faixa dos pares mais eficientes, cortando dispersão e doações a terceiros.
Recomendação em dois níveis, conforme os dados de afinidade (correlação seção a seção):
| Parceiro (Dep. Estadual) | Partido | Afinidade | Seções em comum | Votos 2022 |
|---|---|---|---|---|
| ROBSON LEITE | PT | 0,484 | 6.860 | 14.335 |
| PASTOR ALEXANDRE NASCIMENTO | PODE | 0,844 | 824 | 3.633 |
| ELTON CRISTO | PP | 0,56 | 4.794 | 30.200 |
| FERREIRINHA | PSB | 0,521 | 2.364 | 6.203 |
Recomendação: priorizar ROBSON LEITE (PT) como dobradinha principal — é da mesma federação (PT), tem a maior sobreposição territorial (6.860 seções em comum) e volume relevante (14.335 votos). Em eleição proporcional, reforçar um parceiro da própria federação soma para o quociente sem canibalizar — cada voto dele conta para o grupo PT/PC do B/PV. Alexandre Nascimento tem a maior afinidade (0,844), mas é de outro partido (PODE) e volume/seções menores; serve como apoio pontual de bairro, não como dobradinha estruturante.
Régua (menor eleito no cargo — SARGENTO PORTUGAL/PODE): 33.368 votos. Quociente aproximado: 181.448.
| Cenário | Variação hipotética | Votos projetados | Distância da régua | Distância do quociente |
|---|---|---|---|---|
| Conservador | −12% | 133.953 | +100.585 | −47.495 |
| Base | 0% | 152.219 | +118.851 | −29.229 |
| Otimista | +15% | 175.052 | +141.684 | −6.396 |
Leitura acionável: nos três cenários a votação fica muito acima da régua de eliminação (+100 mil no pior caso). O risco não é ser eliminado individualmente — é a dependência do QP. A meta real é fechar o gap de −29.229 votos para superar o quociente com voto próprio. Buscar ~30 mil votos adicionais em território já trabalhado (Rio + Baixada + São Gonçalo/Maricá) transforma a vaga por legenda em vaga própria, protegida contra oscilações da federação. O plano de orçamento mapeado já prevê 10.022 votos a R$ 13,65 (custo total R$ 145.544,56) — um terço do caminho.
| Mês | Marcos |
|---|---|
| Mês 1 — Blindar e mapear | Instalar estrutura fixa nos redutos (Rio das Pedras, Vidigal, Cabuçu, Palhada, Marapicu, Posse). Fechar dobradinha com ROBSON LEITE (PT) nas 6.860 seções comuns. Definir equipes de rua no eixo São Gonçalo–Maricá (12 alvos do radar). Auditar gasto para cortar dispersão e baixar custo por voto de R$ 13,65. |
| Mês 2 — Expandir e converter | Ativar os 7 alvos de São Gonçalo (Boaçu, Trindade, Rio do Ouro, Paraíso, Brasilândia, Pacheco) e 5 de Maricá. Iniciar "compra" de votos baratos nos 881 locais do Rio (a R$ 13,65). Lançar narrativa Mesquita/saúde da Baixada com dado concreto (R$ 3,8 mi pagos). Comunicação dirigida à persona popular jovem-adulta. |
| Mês 3 — Adensar rumo ao gap | Consolidar presença em Duque de Caxias e Belford Roxo (Jardim do Ipê). Medir avanço rumo aos ~30 mil votos do gap. Reforçar dobradinha e mobilização final nos redutos. Ajustar mídia onde a conversão estiver abaixo do potencial do radar. |
3 Riscos 1. Dependência do QP e da federação. A cadeira veio por legenda (gap −29.229 para o quociente 181.448). Se a federação PT/PC do B/PV enfraquecer, a folga sobre a régua (+118.851) não protege da lógica do quociente. 2. Custo por voto acima dos pares. R$ 13,65 contra R$ 7,80 (Taliria) e R$ 8,64 (Tarcísio). Repetir a alocação de 2022 (impulsionamento pesado + doações a terceiros) queima verba com retorno decrescente (elasticidade 0,695). 3. Desconexão entre agenda nacional e entrega local. Produção legislativa alta (1.612 proposições, nenhuma transformada em norma) e entrega concreta rasa (99,99% do pago vem de uma só emenda, Mesquita, de 2019). Expõe ao ataque de "muito discurso, pouca obra recente".
3 Ganhos Rápidos 1. Comprar votos baratos no Rio. 881 locais mapeados a R$ 13,65/voto rendem 10.022 votos por R$ 145.544,56 — execução imediata na base já consolidada. 2. Ativar o radar São Gonçalo–Maricá. 12 alvos concentrados, potencial imediato dentro dos 1.060 votos do topo, em urnas grandes com share muito abaixo da média (0,34%–0,86% vs. 1,82%). 3. Vitrine Mesquita. Transformar a única entrega robusta paga (Saúde, R$ 3.818.840) em caso-modelo de campanha, usando a titularidade na Comissão de Orçamento para replicar em Nova Iguaçu e Magé.